domingo, 25 de novembro de 2007

materia para texto na internet

O subúrbio mais vivo do que nunca
Um lugar onde as crianças ainda brincam de pique nas ruas, os vizinhos se conhecem pelos nomes e o motorista de ônibus espera “só mais um pouquinho” para o passageiro de todo o dia não chegar atrasado no seu destino. Será que este lugar ainda existe? Esta definição que aprece de uma cidade interiorana, esta bem mais perto do que se imagina.

---------------------------------------------------------------------

Ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais

No coração da Zona Oeste do Rio de Janeiro fica este lugar que se olhado pela visão dos moradores pertence a Campo Grande, já outros dizem que é Santa Cruz, mas o correio diz que é Paciência.
A primeira vista parece não existir, Manguariba é um conjunto habitacional com um pouco mais de 25 anos de vida. É o melhor lugar que já morei, fui à primeira pessoa a morar de aluguel por aqui, criei minha filha e agora meus netos só saiu daqui para o cemitério a única coisa ruim é que é muito longe do centro da cidade, mas me orgulho do meu canto. Relata Tânia Garrido moradora do local há 23 anos.
Com muitas praças e outras opções de lazer para seus aproximadamente 10.000 habitantes, que hoje se dividem em mais dois sub-bairros, diversão é o que não falta para todos essas pessoas, com um campeonato de futebol quase tão organizado quanto um profissional e a sua torcida sempre fiel, os bailes da terceira idade no domingo à noite e o pagode que só tem hora para começar.
E como todo bairro que se preze já tem sua escola de samba (que ainda não é escola de samba) mais seus moradores nem ligam, freqüentam a quadra improvisada na associação de moradores, segundo Braz Louzada que faz parte da diretoria do bloco relata que os moradores ajudam como podem “não vejo a hora do bloco virar escola e falta pouco só umas duas vitórias ai já chega lá, mas para quem começou desfilando por aqui mesmo e em menos de sete anos já está onde estamos é muitos”.
Sempre habituada a estar em páginas policiais dos jornais e não bem quisto pelos bairros vizinhos, o local também tem seus moradores contrario a ele segundo Adriana Barreto que nunca morou em outro lugar, a proximidade com os vizinhos não é tão positiva “aqui todo mundo sabe o que você almoçou ontem, e ainda por cima é muito longe de tudo, queria mesmo é morar num prédio em que ninguém falasse mais do que o necessário”. Já sua mãe Santa Barreto discorda falando que achou o lugar ideal para criar seus seis filhos.
Como tudo no mundo Manguariba não é diferente há pessoas que amam e pessoas que odeiam, porém todas elas convivem perfeitamente na paz e tranqüilidade do local.

domingo, 11 de novembro de 2007


Classe Média
Max Gonzaga
Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos"
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no "jardins"
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de
vida

Serái que alguém lê isso aqui?

As vezes fico pensando para que escrever se ninguém lê o que escrevo. Ai parando mais uma vez para refletir sobre isso pensei, dane-se se alguém lê ou não, o que importa é que eu gosto de escrever. Me sinto melhor a cada letra que coloco aqui. As vezes também me pergunto porque tantas pessoas escrevem em blogs?
A resposta de todo esse mundo de gente eu não sei, mas a minha eu é fácil, depois que passei a escrever também me policiei mais em relação ao textos que escrevo mesmo sabendo que esse blog não é lido por ninguém, mas (novamente) quem sabe um dia um caçador de blog leia esse texto, e goste, ou simplesmente alguém passe por ele e deixe um mensagem.
Por isso a partir de hoje decidi que não vou só escrever no blog também vou postar umas músicas, dicas de filmes e livros.
Decidi pensar que o mundo não gira em torno de mim, como a maioria dos blogueiros. Sou filha única e tenho tudo para ser egoísta (e sou) porém esse egoísmo eu deixo só para os meus pais que não divido com ninguém. Tem uma frase do Cazuza que acho uma das mais perfeitas que já ouvi "Não divido nem meus pais, quem dirá o palco". Meus pais realmente não vou dividir, mais "o palco" sim, afinal se não mudar esse jeitinho de pensar ninguém vai escutar, ler ou saber o que tenho a dizer. Mais isso é outro história.