quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gravidez



No último sábado uma prima me falou que estou ficando pra titia. 
QUE MERDA! Tenho 24 anos e só por nunca (nunquinha) engravidei, to ficando pra "titia".      Tecnicamente nunca vou ser tia de ninguém, uma vez que sou filha única e adoro isso.
Voltando, eu fiquei meio puta com essa coisa, na hora achei meio inveja sabe, eu não parei minha vida por ter um filho como ela. Ai depois relaxei e segui, o difícil de tudo é que depois disso comecei a ver gravidas para todos lados, barrigudas, andando como patas pelas ruas. A sensação que tenho é que estou neste filme de terror trash dos anos 80 com coelhos gigantes ou ratos assassinos, só que no meu filme são grávidas muitas delas que decidiram cruzar meu caminho nesses dias. Na verdade to ficando com medo de acabar me rendendo a todo esse apelo e acabar mudando minha opinião sobre mais gente nesse mundo e acabar eu colocando mais um ou dois, três, quatro...
Brincadeirinha, ainda acho que não nasci pra parir, que não nasci pra engravidar e tenho a cada dia mais certeza de que se um dia tiver um filho que não seja um animal doméstico será sem duvida adotado, afinal com tanta criança abandonada nesse mundo por que gerar mais uma só pelo prazer de ter algo vindo de dentro de mim? Não, definitivamente não. Continuo com minha opinião formada adotar é a melhor opção. E ai eu fico triste sabendo que a maioria das minhas amigas de infância já são mães e que esse seria o meu destino também se não tivesse mudado o rumo da minha vida, nessas horas que agradeço pelo melhor dom que tenho, minha PERSONALIDADE, sempre fui diferente tentei me encaixar no meio que vivia, ai descobri que vivia no meio errado e ao invés de mudar o que sou, mudei de lugar, mudei minhas amizades, expandi meus conhecimentos,  enfim cresci.

A todos que nunca lêem o que eu escrevo fiquem sabendo que eu economizo um dinheiro de terapia escrevendo por aqui. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Saber Viver

Saber Viver





Cora Coralina




Não sei... Se a vida é curta


Ou longa demais pra nós,


Mas sei que nada do que vivemos


Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.






Muitas vezes basta ser:


Colo que acolhe,


Braço que envolve,


Palavra que conforta,


Silêncio que respeita,


Alegria que contagia,


Lágrima que corre,


Olhar que acaricia,


Desejo que sacia,


Amor que promove.






E isso não é coisa de outro mundo,


É o que dá sentido à vida.


É o que faz com que ela


Não seja nem curta,


Nem longa demais,


Mas que seja intensa,


Verdadeira, pura... Enquanto durar